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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sortudos!... Mas...

Os "sortudos" são os bancos privados que operam em Timor Leste.De facto e ao contrário do que acontece hoje em dia com os seus parceiros de outros países --- incluindo Portugal... --- a banca privada no país tem um "problema": o do excesso de liquidez, o de "ter dinheiro a mais".O gráfico abaixo ilustra o que se passa: o volume de empréstimos concedidos pela banca é muito inferior ao montante dos depósitos disponíveis.

O negócio bancário é, como se sabe, o de servir de intermediário entre quem tem recursos (financeiros) em excesso e quem necessita deles para "tocar adiante" a sua actividade económica ou adquirir certos bens ou serviços (crédito à habitação, crédito ao consumo, etc). Por isso e para que o negócio bancário seja rentável, o desejável é que o volume de empréstimos se aproxime o mais possível do volume de depósitos. Por vezes, mesmo, os bancos chegam a obter recursos junto de outros bancos do país ou do estrangeiro para poderem emprestar aos seus clientes.
Em Timor, porém, a banca comercial, pelos mas diversos motivos, não consegue aplicar em empréstimos uma parte significativa dos depósitos que recebe e assim vê-se forçada a, para o "prejuízo" não ser tão grande, depositar ela própria parte desses recursos em bancos estrangeiros que lhes proporcionam, assim, uma rendazita graças aos juros que recebem. Note-se que estes depósitos no exterior, porque agora ficam ao dispor dos bancos de outro país, acabam por ser uma forma indirecta de financiar estes permitindo-lhes conceder um volume maior de empréstimos nas suas economias nacionais.
Isto significa, portanto, que Timor está a financiar, em parte, as economias de outros países... Que tal?!...Mas o que permite que tal aconteça --- um país pobre a emprestar a ricos... ? Um aspecto importante da resposta é o facto de tudo isto significar que o sector privado timorense é (olha a novidade!...) extremamente fraco e incapaz de aproveitar os recursos que estão à sua disposição. Esta "fraqueza" tem várias dimensões, sendo duas delas (interligadas)
(i) a falta de recursos próprios para financiar parte dos investimentos, a falta de "empreendorismo" e falta de capacidades de gestão, por um lado; e, (ii) em muitos casos, a falta das chamadas "garantias reais" (nomedamente títulos de propriedade sobre bens, incluindo terra) que possam ser penhoradas pela banca para garantirem o retornos dos recursos emprestados.Mas numa outra perspectiva (ainda mais macroeconómica?), o diferencial entre recursos disponíveis na banca e os empréstimos que ela concede --- isto é, o excesso de liquidez dos bancos --- tem uma consequência que importa realçar.
É que, a manterem-se as coisas assim, mesmo que existisse uma moeda nacional e o banco central tivesse aos seus dispor os instrumentos de política monetária que estão usualmente disponíveis nos países com moeda própria, a eficácia de tal política tenderia a ser, muito provavelmente, limitada.
De facto, um dos instrumentos essenciais dos bancos centrais com moeda própria é o exercício de um certo controlo (indirecto) dos recursos aos dispor da banca comercial e do custo destes através de políticas apropriadas.
Ora, se a banca privada tem a sua própria fonte de recursos --- os depósitos dos seus clientes --- e estes são muito excentários em relação às suas "reais" necessidades para conceder empréstimos isto significa que ela será relativamente independente do banco central --- o "emprestador de último recurso" --- e haverá uma tendência a essa banca privada ficar mais ou menos imune à política monetária, deixando esta com uma eficácia mais que duvidosa para controlar a economia.
Fonte:A. M. de Almeida Serra
www.economia-tl.blogspot.com

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