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"..fo-hanoin ba ukun nain sira nebe tinan tinan truka hela deit ministrus, atu hare ba povu nia moris nebe "kuaze 50%" povu sei moris iha linha pobreza nia laran..."
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terça-feira, 22 de julho de 2008

Combater a Pobreza em Timor - Leste

Timor-Leste, o país mais pobre da Ásia, regista um crescimento explosivo da população de 3% ao ano e um acréscimo anual de 4% da população activa potencial. Qualquer estratégia de combate à pobreza tem de basear-se num crescimento económico muito forte. O paradoxo é tanto mais gritante nesse país quanto é sabido que o seu PIB não petrolífero não vai além dos 350 milhões de dólares, mas os proveitos do Fundo Petrolífero, provenientes do petróleo e do gás natural do mar de Timor, já permitiram amealhar, em menos de dois anos, 510 milhões de dólares. Isto é, há muito dinheiro na Autoridade Bancária Central, há regras prudenciais exemplares para garantir o seu uso criterioso, só falta uma boa estratégia. Ontem, em Díli, o Banco Mundial e os países envolvidos no processo de desenvolvimento de Timor-Leste, entre os quais Portugal, elogiaram o programa de combate à pobreza do Governo timorense, que estabelece metas até 2015 - data-limite para os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio da ONU. O curioso é que o caminho traçado, sendo muito pragmático, assume o Estado como motor principal nesta fase do desenvolvimento. Na ausência de um sector empresarial forte, o Estado investirá 82 milhões de dólares em infra-estruturas no próximo ano fiscal, que começa a 1 de Julho. É um aumento de 75% para a construção de estradas, escolas, centros de saúde, redes de electricidade, fornecimento de água e saneamento básico, concentrado nos meios rurais mais pobres. Serão empresas estrangeiras a realizar estas obras, desde que empreguem pelo menos 50% de mão-de-obra timorense e associem empresas locais. Mantém-se a aposta na melhoria da saúde pública e da educação. Uma refeição diária gratuita para todos os estudantes do ensino básico será um estímulo importante à produção local de alimentos. Enquanto as capacidades profissionais dos timorenses se vão aperfeiçoando, o investimento público é a alavanca insubstituível para alcançar um crescimento real de 7%, sem o qual Timor-Leste não conseguirá livrar-se da pobreza extrema.
Autor: António Perez Metelo Redactor principal

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