Horizontal List

PM Rui Araujo
Investir no futuro de Timor-Leste
FUTURO
Timor-Leste acolheu a mais recente reunião trilateral da plataforma para o Desenvolvimento Económico Sub-Regional Integrado entre Timor-Leste, Indonésia e Austrália

Ai-han Timor Nian
Ramos-Horta
"Tantangan Timor Leste Makin Berat"
ECONOMIA
"..fo-hanoin ba ukun nain sira nebe tinan tinan truka hela deit ministrus, atu hare ba povu nia moris nebe "kuaze 50%" povu sei moris iha linha pobreza nia laran..."
Australia-Timor Leste
Notre Dame students experience the world and help those in need in Timor-Leste
Empresários - Timor Telecom
Empresários timorenses e fundo das Fiji na corrida pela Timor Telecom
Timor-Leste - BAII
Timor-Leste inicia processo de adesão ao Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas
Timor-Leste - Maluku
Maluku kaji kerja sama dengan Timor Leste

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Valor estratégico de Timor-Leste desperta interesse da China


LISBOA, PORTUGAL [ ABN NEWS/MACAUHUB ] — O valor estratégico de Timor-Leste está a despertar o interesse da China, numa altura de duplicação das trocas comerciais entre os dois países, afirma o analista Pedro Seabra, do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS).

Para Seabra, exemplo do olhar atento da China para Timor-Leste é o financiamento concedido para a construção de várias instalações governamentais timorenses, incluindo o Ministério da Defesa e o quartel-general das Forças Armadas, bem como a compra de dois barcos patrulha “Shanghai III” no ano passado.

Mais recentemente, informações veiculadas em imprensa especializada indicam que a China “já tentou tirar maior partido do valor estratégico” de Timor-Leste, “especialmente tendo em mente o contexto regional e internacional remanescente”, escreve o analista português em recente relatório sobre Timor-Leste.

Segundo Pedro Seabra Pequim terá abordado em finais de 2007 as autoridades timorenses no sentido de instalar um radar para monitorizar a navegação no estratégico Estreito de Weitar.

Apesar de o projecto não se ter concretizado, o analista cita o primeiro ministro Xanana Gusmão, em Setembro de 2010, dizendo que Díli está “firmemente empenhada em aumentar a cooperação bilateral na área militar com países amigos que oferecem apoio desinteressado” e que “os irmãos e irmãs chineses são claramente parte deste grupo”.

A China ofereceu a Timor-Leste os palácios da Presidência e dos Negócios Estrangeiros, bem como o edifício do Centro de Estudos Diplomáticos, que tem como missão melhorar a qualidade da formação dos diplomatas do país.

Além das infraestruturas, a cooperação entre os dois países estende-se à agricultura, com o desenvolvimento de um projecto inovador de introdução de arroz híbrido.

As trocas comerciais entre a China e Timor-Leste aumentaram significativamente desde 2008 e este ano são as que registam maior aumento no conjunto dos 8 países delinqua portuguesa.

Segundo dados oficiais chineses, importações e exportações para Timor-Leste registam aumento superior a 110 por cento este ano.

Timor-Leste regista nos últimos três anos um crescimento económico robusto, em torno dos 12 por cento.

Na 3ª conferência ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o chefe de Estado timorense, José Ramos Horta, defendeu que as relações empresariais entre Timor-Leste e a China permitiram uma “explosão” benéfica de investimento – na hotelaria, restauração, materiais de construção, electrodomésticos, mobiliário e pequeno comércio.

Destacou ainda “as manifestações de solidariedade e apoio dos governos da República Popular da China e da Região Administrativa Especial de Macau (…) desde 2000, através da oferta de equipamentos, financiamento de quadros timorenses, no acolhimento de jovens estudantes na Universidade de Macau e noutras universidades, financiados com a atribuição de 25 bolsas de estudo pelo governo da China e pelo executivo de Macau”.

Para Pedro Seabra, “é cada vez mais claro que Timor-Leste está lentamente, mas cuidadosamente, a tecer uma tapeçaria geopolítica elaborada”, baseada na diversificação dos seus parceiros, embora alinhada com a Austrália e logo também com os Estados Unidos.

Sem comentários: