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terça-feira, 17 de maio de 2016

Diferentes abordagens a dados antigos

O Porta-Voz do VI Governo Constitucional, Ministro de Estado Agio Pereira
Na semana passada, surgiram alguns relatórios nos meios de comunicação a mencionar que mais de 68% da população timorense vive em pobreza multidimensional. Isso pode chocar os que conhecem os números [do Banco Mundial] relativos à pobreza, de 49,9% para 2007 e de 41% para 2009, anteriormente citados pelo Governo. Estas duas percentagens, embora representando ainda um enorme desafio para combate à pobreza da nossa nação, mostram uma encorajadora tendência decrescente.

O Índice de Pobreza Multidimensional [IPM] de 68,1% para Timor-Leste foi citado pelo Professor Brett Inder, da Universidade Monash, da Austrália, numa apresentação que fez em Díli, na última terça-feira. Resulta de um método alternativo de medição aplicado a dados antigos, do período 2007-2010. As percentagens do Banco Mundial utilizam o método mais convencional de cálculo de Pobreza do Consumo, que avalia as pessoas que vivem abaixo do “limiar nacional de pobreza".

O número de 68,1% para o IPM em Timor-Leste é citado no relatório “Measuring Poverty and Wellbeing in Timor-Leste” [Medição da pobreza e bem-estar em Timor-Leste], publicado pelo Centro de Desenvolvimento de Economia e Sustentabilidade daquela Universidade australiana, em julho de 2015. Este relatório explica que o IPM utiliza dez indicadores, segundo três dimensões: Educação, Saúde e Padrões de Vida. O próprio relatório alerta para que "as duas abordagens [IPM e Consumo] utilizam diferentes conjuntos de informações e o método para o cálculo do índice é completamente diferente. De modo que não é possível comparar os valores".

O relatório que usa a abordagem do IPM reconhece melhorias significativas entre 2007 e 2010: “Em 2007, 70% das famílias estavam em pobreza multidimensional, enquanto em 2010 esta percentagem era de apenas 63%. Trata-se de uma clara melhoria no bem-estar, num período relativamente curto de tempo; é um resultado muito encorajador.”

O IPM não foi aplicado a dados posteriores a 2010 e, portanto, não reflete os progressos realizados desde então. As melhorias introduzidas entretanto em áreas como o acesso à eletricidade, no saneamento básico e relativamente à desnutrição, apenas para citar algumas, terá, certamente, um impacto considerável sobre um novo cálculo do IPM para Timor-Leste.

O “Estudo do nível de vida em Timor-Leste - 2014/2015”, será o mais abrangente conjunto de novos dados que pode ajudar a obter uma imagem mais completa dos progressos conseguidos.

O Porta-Voz do VI Governo Constitucional, Ministro de Estado Agio Pereira, observou que "a melhoria do bem-estar do povo timorense é a prioridade número um do Governo. Tal significa ajudar as pessoas vulneráveis e fazer os possíveis para melhorar a saúde, a educação e os padrões de vida, num rumo de desenvolvimento sustentável de longo prazo. Isso é possível através do crescimento de uma economia diversificada e apoiada em infraestruturas básicas de qualidade. Embora os números apresentados, tanto pelo método do Consumo como pelo IPM se refiram a dados antigos, é encorajador que ambos mostrem uma redução da pobreza entre 2007 e 2009/2010. As análises académicas podem ajudar-nos a planear e desenvolver melhores políticas e são bem-vindas, mas têm de utilizar dados atualizados". FIM

Díli, 17 de maio de 2016

Ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros e
Porta-voz Oficial do Governo de Timor-Leste
http://timor-leste.gov.tl/?p=15308&lang=pt

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