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segunda-feira, 26 de março de 2012

Inflação de Timor Leste.

Na "entrada" anterior apresentámos o essencial do panorama da evolução da inflação em Dili em Janeiro de 2012 (os números para o país, dada a metodologia utilizada, não são muito credíveis e são, por isso, "esquecidos" por quase todos os observadores do fenómeno).
Apresentamos abaixo alguma desagregação desses números quanto à taxa homóloga. Recordamos que esta compara a evolução dos preços entre dois meses com o mesmo nome mas de anos seguidos. Por exemplo, a evolução entre Janeiro de 2011 e Janeiro de 2012.

A "grosso" estão os diversos grupos de produtos que compõem o cabaz de compras que permite calcular o Índice de Preços no Consumidor. À frente de cada grupo de bens está o seu peso aproximado no cabaz. Por exemplo, as "carnes e derivados" representam cerca de 7,5% desse "cabaz" porque, segundo o inquérito às despesas familiares que serve de base ao IPC (realizado em 2001) as famílias farão, em média, cerca de 7,5% da sua despesa na compra de diversos tipos de carne (galinha, porco, búfalo, vaca).
Nas colunas de Dezembro/11 e de Janeiro/12 constam as taxas homólogas de cada grupo. Assim, podemos verificar que em Janeiro passado os "cereais, raízes e seus produtos" (em que a grande maioria é representado pelo arroz importado) tinham preços, em média, 21% mais altos que em Janeiro de 2011. A taxa correspondente para a "carne e seus derivados" (o grupo que terá encarecido mais) é de quase 32%!
Os "materiais de construção", em que as famílias faziam/farão (?) cerca de 5,7% do seu gasto total, aumentaram quase 20% em Jan12 comparativamente com um ano antes.

Deixemos aqui algumas preocupações quanto a estes valores, algumas delas já "ditas e reditas" nestes comentários:
a) a estrutura do consumo não é actualmente, acreditamos, a mesma de 2001, tendo havido algumas alterações que podem ser profundas;
b) a bem da comparabilidade dos dados, os preços são, no essencial, recolhidos juntos dos mesmos "informadores" de 2001, muitos deles operadores nos mercados "tradicionais" e hoje muitos consumidores usam, em Dili, alguns dos vários supermercados como fonte do seu abastecimento pelo que há que melhorar a represnetatividade destes no conjunto das fontes de recolha dos preços;
c) embora não possamos ir, aqui, muito mais longe do que vamos dizer, parece existir, nalguns casos, uma discrepância entre os preços que servem de base aos cálculos e aqueles com que nós, consumidores, nos deparamos no dia a dia: é o preço da "penca" de bananas que não bate certo com o que pagamos, é o preço médio da gasolina ou do gasóleo que está, por vezes, bem acima do que as estatísticas nos dizem; etc.

Enfim e mais uma vez: por favor, façam uma revisão urgente de todo o processo de determinação da evolução da inflação...

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