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terça-feira, 5 de agosto de 2008

TIMOR TEM 1,9 MIL MILHÕES PARA RECONSTRUIR O PÁIS

Fonte: Diário Económico, 28 de Junho de 2008, nº 4433, pag. 40-41. Por Gonçalo Venâncio (gvenancio@economicasgps.com)

FUNDO DO PETRÓLIO será utilizado para construi estradas, portos e novo aeroporto.

“Queremos ter mais empresas portuguesas em Timor Leste”. A garantia é dada pelo vice-primeiro-ministro de Timor Leste. A avaliar pelas palavras de José Luis Guterres, oportunidades para as empresas nacionais não vão valtar.

De visita a Portugal, Luis Guterres revelou oa Diário Económico que o governo pretende incluir, já no orçamento de estado, vervas para construção de grandes infra-estruturas.


A factura será paga com os milhões provenientes da exploração do petrólio e gas o mar de timor – contablizados num Fundo de Petrólio, em Nova Iorque, avaliado em 3 biliões de dólares (1,9 mil milhões de euros). “Pensamos que, para beneficio da população, temos de utilizar estes recursos agora”.

Ultrapassadas as crises de segurança, o país vive hoje uma fase de “estabilidade social”. É altura, por isso, de criar as condições de “arranque” da mais jovem nação asiática.

No plano do Governo constam a ampliação do aeroporto nacional, reconversão dos portos, o alargamento da rede eléctrica nacional e ainda a construção de uma rede viária de qualidade.

“Queremos boas estradas e cobertura eléctrica nacional. Queremos um novo aeroporto internacional e queremos novos portos para nos tornarmos atractivos numa região região muito competitiva”, assegura o némero dois do Governo de Timor.

Contactados pelo Diário Económico, os empresários portugueses ligados ao sector da construção civil não excluem a hipótese de investri em Timor mas colocam reservas face a um mercado para já “desconhecido” (ver caixas).

No plano legislativo, o executivo vai apresentar leis de protecção do investimento e nenhuma empresa estrangeira necessitará de um parceiro local para entrar no mercado.

“Estamos determinados a criar, até 2012, todas as condicões para o investimento estrangeiro”, confirma José Luis Guterres.

Timor, que está a negociar a adesão à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), num mercado de 500 milhões de consumidores, quer ser visto como um destino preferencial de investimento português. “No próximo ano vamos realizar um seminário, em Portugal, para mostrar a pequenas, médias e grandes empresas o que Timor pode ser daqui a uns anos”, diz Luis Guterres. Mas, para já, as relações económicas com Lisboa são insipientes.

Num relatório divulgado sexta-feira pelos gabinetes de estudo dos Ministérios da Economia e Finanças, as trocas comerciais entre os dois paises são zero, ou andam lá perto. Timor conta 0% nas importações portuguesas e apenas 0.1% das exportações.

Ainda assim, Timor tem um crescimento esperado de 7% em 2008, a terceira taxa mais alta entre os oito países da CPLP (ver tabelas).

AS POLÍTICAS

No plano social: reintegração de 20 mil refugiados e subsidio temporário de 60% sobre o preço do arroz.

O Governos instituiu prestações sociais para veteranos da libertação nacional – 12.500 pessoas – e para idosos e deficientes. A última irá abranger 60 mil pessoas.

No plano das infra-estruturas: aposta numa rede viária, novos portos, aeroporto e maior cobertura da rede eléctrica nacional.

As grandes obras serão pagas com as receitas energéticas. Timor encaixa, mensalmente, 200 milhões de dólares (1275 milhões de euros) oriundos do petrólio e gas.

TURISMO UMA DAS PRIORIDADES

Para além do café, do petrólio, do mármore e das frutas tropicias, Timor quer ser conhecido pela suas longas praias banhadas por aguas turques. A imagem conta muito. E é aqui que os novos investimentos do Governo desempenham um importante papel. Para além de promotores da “paz e estabilidade” de Timor Leste, pretendem dar uma imagem de “futuro”.

EMPRESÁRIOS PORTUGUESES E O INVESTIMENTO EM TIMOR

Pedro Gonçalves (CEO Soares da Costa) – A Soares da Costa “nunca esteve em Timor-Leste” mas, de acordo com Pedro Gonçalves, vai “estar com atenção” ao que for dito pelo Governo.

António Mota (Presidente da Mota Engil) – “Temos mercados prioritários em África, Europa Central e México. Nunca estivemos em Timor-Leste e não conhecemos o mercado”, diz António Mota.

António Mexia (Presidente da EDP) – A EDP está em Timor mas é no seu ‘core business’ que o país pretende investir. Para dos 1,9 mil milhões de euros serão aplicados na rede eléctrica do país.

Tabelas. Fontes: FMI, CIA – World factbook, Energy Asia. Infografia: Mário Malhão (mmalhao@economicasgps.com)

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