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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Valor estratégico de Timor-Leste desperta interesse da China


LISBOA, PORTUGAL [ ABN NEWS/MACAUHUB ] — O valor estratégico de Timor-Leste está a despertar o interesse da China, numa altura de duplicação das trocas comerciais entre os dois países, afirma o analista Pedro Seabra, do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS).

Para Seabra, exemplo do olhar atento da China para Timor-Leste é o financiamento concedido para a construção de várias instalações governamentais timorenses, incluindo o Ministério da Defesa e o quartel-general das Forças Armadas, bem como a compra de dois barcos patrulha “Shanghai III” no ano passado.

Mais recentemente, informações veiculadas em imprensa especializada indicam que a China “já tentou tirar maior partido do valor estratégico” de Timor-Leste, “especialmente tendo em mente o contexto regional e internacional remanescente”, escreve o analista português em recente relatório sobre Timor-Leste.

Segundo Pedro Seabra Pequim terá abordado em finais de 2007 as autoridades timorenses no sentido de instalar um radar para monitorizar a navegação no estratégico Estreito de Weitar.

Apesar de o projecto não se ter concretizado, o analista cita o primeiro ministro Xanana Gusmão, em Setembro de 2010, dizendo que Díli está “firmemente empenhada em aumentar a cooperação bilateral na área militar com países amigos que oferecem apoio desinteressado” e que “os irmãos e irmãs chineses são claramente parte deste grupo”.

A China ofereceu a Timor-Leste os palácios da Presidência e dos Negócios Estrangeiros, bem como o edifício do Centro de Estudos Diplomáticos, que tem como missão melhorar a qualidade da formação dos diplomatas do país.

Além das infraestruturas, a cooperação entre os dois países estende-se à agricultura, com o desenvolvimento de um projecto inovador de introdução de arroz híbrido.

As trocas comerciais entre a China e Timor-Leste aumentaram significativamente desde 2008 e este ano são as que registam maior aumento no conjunto dos 8 países delinqua portuguesa.

Segundo dados oficiais chineses, importações e exportações para Timor-Leste registam aumento superior a 110 por cento este ano.

Timor-Leste regista nos últimos três anos um crescimento económico robusto, em torno dos 12 por cento.

Na 3ª conferência ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o chefe de Estado timorense, José Ramos Horta, defendeu que as relações empresariais entre Timor-Leste e a China permitiram uma “explosão” benéfica de investimento – na hotelaria, restauração, materiais de construção, electrodomésticos, mobiliário e pequeno comércio.

Destacou ainda “as manifestações de solidariedade e apoio dos governos da República Popular da China e da Região Administrativa Especial de Macau (…) desde 2000, através da oferta de equipamentos, financiamento de quadros timorenses, no acolhimento de jovens estudantes na Universidade de Macau e noutras universidades, financiados com a atribuição de 25 bolsas de estudo pelo governo da China e pelo executivo de Macau”.

Para Pedro Seabra, “é cada vez mais claro que Timor-Leste está lentamente, mas cuidadosamente, a tecer uma tapeçaria geopolítica elaborada”, baseada na diversificação dos seus parceiros, embora alinhada com a Austrália e logo também com os Estados Unidos.

sábado, 23 de julho de 2011

Economia de Timor-Leste vai crescer este ano 10%

Manila, Filipinas, 20 Jul – A economia de Timor-Leste vai manter este ano um crescimento de 10%, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo e pelo investimento público, informou o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) num relatório divulgado segunda-feira em Manila.

De acordo com o relatório do BAD de acompanhamento das economias do Pacífico, Timor-Leste é a economia do Pacífico que mais vai crescer este ano, seguida da Papua Nova Guiné (8,5%), impulsionadas pelo aumento dos preços do petróleo e do investimento público e pelas receitas derivadas da extracção de recursos.

As Ilhas Salomão são a terceira economia da região com um crescimento assinalável, de cerca de 7,5%, impulsionada pela retoma da mineração de ouro e pelo aumento da exploração de madeira. (macauhub)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Banco Asiático de Desenvolvimento destaca forte crescimento em Timor-Leste, em 2011

Díli, 19 jul (Lusa) -- A economia de Timor-Leste vai manter este ano um crescimento de 10 por cento, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo e pelo investimento público, revela o mais recente relatório do Banco Asiático de Desenvolvimento.

De acordo com o relatório do BAD de monitorização das economias do Pacífico, divulgado segunda feira em Manila, Timor-Leste é a economia do Pacífico que mais vai crescer este ano, com uma expansão na ordem dos 10 por cento, seguida da Papua Nova Guiné (8,5 por cento), impulsionadas pela alta do preço do petróleo e pelo aumento do investimento público e na extração de recursos.

As Ilhas Salomão são a terceira economia da região com um crescimento assinalável, de cerca de 7,5 por cento, impulsionada pela retoma da mineração de ouro e pelo aumento da exploração madeireira.

As restantes 11 economias estudadas apresentam um crescimento médio bastante mais modesto, de 1,5 por cento em 2011, com a perspetiva de subirem para 1,9 por cento em 2012.

O relatório de julho do BAD assinala com preocupação a tendência inflacionária em 2011 na região, que deverá rondar os 8,4 por cento, com particular atenção a Timor-Leste, Papua Nova Guiné e Ilhas Fiji, economias fortemente dependentes das importações e por isso bastante sensíveis às flutuações dos preços dos bens alimentares e dos combustíveis.

O BAD produz no relatório uma recomendação geral para esses países se resguardarem dessa volatilidade dos preços, criando reservas de segurança alimentar pela diversificação da sua base agrícola e explorando energias alternativas.