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sábado, 24 de maio de 2014

Fundo Petrolífero de Timor-Leste com 15,7 mil milhões de dólares em Março

2014/05/22-Notícias

O valor do Fundo Petrolífero de Timor-Leste ascendia 15,7 mil milhões de dólares no final de Março passado, de acordo com um relatório quarta-feira  divulgado pelo Banco Central timorense.

No final de 2013, o valor do Fundo Petrolífero timorense era de 14,9 mil milhões de dólares.

O relatório, referente ao primeiro trimestre de 2014, refere que as entradas brutas de capital durante o primeiro trimestre foram de 543,65 milhões de dólares, dos quais 231,18 milhões em contribuições e 312 milhões em pagamentos de “royalties” provenientes da Autoridade Nacional de Petróleo.

“O rendimento dos investimentos do Fundo foi de 179,82 milhões de dólares, dos quais 87,38 milhões sob a forma de recebimentos do dividendo e de juros e 92,44 milhões resultado das alterações do valor de mercados dos títulos detidos”, refere o relatório.

Criado em Agosto de 2005, o Fundo Petrolífero de Timor acolhe as receitas do Estado proveniente da exploração dos recursos petrolíferos, estando a sua gestão à responsabilidade do Banco Central. (macauhub/TL)

www.macauhub.com.mo

terça-feira, 13 de maio de 2014

Portugal, Indonésia e Timor-Leste devem ter cooperação trilateral, diz MNE

Lusa
27/01/2014

Ministro dos Negócios Estrangeiros indonésio está de visita a Portugal.

Portugal, Indonésia e Timor-Leste podem estabelecer uma cooperação trilateral, nomeadamente na área da educação e das energias renováveis, defendeu esta segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros indonésio, que se encontra em visita a Lisboa.

"A cooperação [entre Portugal e Indonésia] não deve ser só bilateral, mas pode ser, em especial, trilateral, envolvendo o grande vizinho da Indonésia, Timor-Leste, nesta equação", declarou o ministro Marty Natalegawa, que falava numa conferência de imprensa após um encontro com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete.

No encontro, os dois governantes discutiram a possibilidade de esta cooperação entre os três países ocorrer "no campo da educação e até na área das energias renováveis, quando isso for possível, económica e financeiramente", avançou Natalegawa. Também Rui Machete disse ser "particularmente importante" esta relação envolvendo os três países.

Na reunião com o seu homólogo indonésio, foi abordado "o interesse comum a Portugal e à Indonésia no desenvolvimento e estabilidade de Timor-Leste", disse o governante português. Rui Machete lembrou que a próxima cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) decorrerá este ano pela primeira vez na Ásia – na capital de Timor-Leste, Díli – numa altura em que Portugal está a apostar na "intensificação do relacionamento com os parceiros" da Ásia-Pacífico.

"Portugal tem obviamente um interesse particular que Timor-Leste seja um país que progrida e que seja uma montra dos países de língua portuguesa na Ásia. Timor-Leste tem superado os desafios que se lhe têm posto como jovem nação naquele grande continente", sustentou.

Nas declarações à imprensa, o ministro indonésio sublinhou que Portugal e a Indonésia partilham um passado comum: "As nossas histórias estão interligadas. Mas, mais importante que o nosso passado, eu acredito que partilhamos um sentido de futuro comum. A Indonésia é um país que, na última década, se transformou de um país autoritário numa das maiores democracias no mundo e com uma economia forte", defendeu Natalegawa.

Rui Machete fez ainda votos que o Presidente da República indonésio visite ainda este ano Portugal, correspondendo assim à visita realizada pelo chefe de Estado português, Cavaco Silva, em Maio de 2012 àquele país, naquela que foi a primeira visita de Estado de Portugal à Indonésia. Portugal tinha cortado relações diplomáticas com a Indonésia em 1975, na sequência da invasão de Timor-Leste, reatando-as em 1999.

O ministro indonésio aproveitou ainda para desejar "muito sucesso" à cimeira da CPLP que se realizará em Díli, e mencionou que o seu país receberá, em Agosto, um encontro da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, "uma iniciativa que foi muito promovida pelo antigo Presidente [Jorge] Sampaio", afirmando esperar "contar com a colaboração e apoio de Portugal".

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Economia não-petrolífera de Timor-Leste continua a crescer em 2014/2015

2014/04/03

A economia não petrolífera de Timor-Leste vai continuar a crescer em 2014 e 2015, impulsionada pela despesa pública e pelo crescimento do sector privado, de acordo com o relatório Perspectiva Asiática de Desenvolvimento para 2014 do Banco Asiático de Desenvolvimento.

De acordo com o documento divulgado terça-feira, a economia de Timor-Leste deverá registar um crescimento próximo de 8,5% nos dois anos em análise, marginalmente superior à taxa de crescimento de 8,0% registada em 2013.

“O maior desafio que o país defronta é traduzir a riqueza petrolífera em empregos e serviços que produzam um crescimento sustentável”, disse Shane Rosenthal, director nacional do ADB para Timor-Leste, que acrescentou tratar-se de “um desafio que vai exigir investimento a longo prazo na educação e na construção de infra-estruturas como estradas, redes de abastecimento de água e de electricidade.”

No documento, a instituição afirma ter-se assistido no passado recente a uma taxa de inflação moderada em Timor-Leste bem como a diminuição da despesa pública, que representa anualmente mais de 80% do PIB não petrolífero, com a maioria dos gastos financiados por “royalties” do petróleo.

O campo de gás Bayu-Udan representa 95% dos “royalties” do petróleo e gás de Timor-Leste, mas as previsões de produção sugerem agora que tenha atingido o pico em 2012 e que as reservas podem esgotar-se até 2021, quatro anos antes do que se pensava anteriormente. (macauhub)

Fonte: http://www.macauhub.com.mo/pt/2014/04/03/economia-nao-petrolifera-de-timor-leste-continua-a-crescer-em-20142015/